- Vamos brincar de esconde-esconde?
- O que é isso? (perguntou a Curiosidade)
- Esconde-esconde é uma brincadeira em que eu conto até cem e vou procurar. O primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram. Menos o medo e a Preguiça. 1,2,3... , a Loucura começou a contar.
A Pressa se escondeu logo em qualquer lugar.
A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa da árvore.
A Alegria correu para o meio do jardim;
Já a tristeza começou a chorar, pois não achava um local apropriado para se esconder.
A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu perto dele, debaixo de uma pedra.
A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo.
O Desespero ficou desesperado ao ver a Loucura que já estava no noventa e nove, cem, (gritou a Loucura).
- Vou começar a procurar.
- A primeiro a aparecer dói a Curiosidade já que não agüentava mais, querendo saber quem seria o próximo a contar.
Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima do muro, sem saber em qual dos lados se esconderia melhor. E assim foram aparecendo, a Alegria, a Tristeza, a Timidez...
Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto.
A Loucura começou a procurar. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer. Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho, começou a procurar entre os galhos, e de repente ouviu um grito.
Era o Amor, gritando por ter furado o olho com o espinho.
A Loucura não sabia o que fazer pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu servir-lo para sempre. O amor aceitou as desculpas.
Desde então e até hoje...
“O amor é cego, e a loucura sempre o acompanha”.
5 de ago. de 2009
Loucura
A Loucura resolveu convidar os amigos para tomarem um café em sua casa. Todos os convidados foram. Após tomarem o café, a Loucura propôs:
4 de ago. de 2009
Como se escreve...


Quando eu tinha somente 5 anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos da minha turma que fizessem um desenho de alguma coisa que elas amavam.
Eu desenhei minha família. Depois, tracei um grande circulo com o lápis vermelho ao redor das figuras.
Desejando escrever uma palavra acima do círculo, eu saí de minha mesa e fui até a mesa da professora e disse:
- Professora, como a gente escreve...? Ela não me deixou concluir a pergunta.
Mandou-me voltar para o meu lugar e que não se atrevesse mais a interromper a aula.
Eu dobrei o papel e o guardei no bolso. Quando retornei para casa, naquele dia, me lembrei do desenho e o tirei do bolso. Alisei-o bem sobre a mesa da cozinha, fui até a mochila, peguei um lápis e olhei para o grande círculo vermelho.
Minha mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse:
- Mamãe, como a gente escreve...?
- Júlio, não dá pra ver que estou ocupada agora?
Vá brincar lá fora E não bata a porta, foi a resposta dela. Dobrei o desenho e o guardei no bolso.
Naquela noite, tirei outra vez o desenho do bolso. Olhei para ao grande círculo vermelho, fui até a cozinha e peguei o lápis. Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para meu pai. Alisei bem as dobras e coloquei o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do meu pai, e disse?
- Papai, como a gente escreve...?
- Júlio, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta.
Dobrei novamente o desenho e o guardei no bolso.
No dia seguinte, quando minha mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da minha calça, enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que eu catava enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos passaram...
Em janeiro, quando fiz 27 anos, minha filha de seis anos, Clarisse fez um desenho. Era o desenho da sua família (nossa). Eu sorri quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e me disse:
- Este aqui é você, papai!
Clarisse também riu. Eu olhei para o grande círculo vermelho feito por minha popozuda ao redor das figuras e lentamente comecei a passar o dedo sobre o círculo.
Clarisse desceu rapidamente do meu colo e avisou: Já volto! E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos meus joelhos, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:
- Papai, como a gente escreve AMOR?
Eu abracei minha filha, muito emocionado, tomei a sua mãozinha e a fui conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
- AMOR, querida, AMOR se escreve com as letras T...E...M...P...O. (tempo)
Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar; não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine quem participe e vibre quem começa e incentive.
Não espere seu filho, afilhado, ter que descobrir sozinho como se soletrar amor, família, afeição. E faça o mesmo com seus amigos, parentes, conhecidos... Você verá como é bom amar e ser amado...
E por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.
A final, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo... Bom, o tempo é uma questão de escolha.
Eu desenhei minha família. Depois, tracei um grande circulo com o lápis vermelho ao redor das figuras.
Desejando escrever uma palavra acima do círculo, eu saí de minha mesa e fui até a mesa da professora e disse:
- Professora, como a gente escreve...? Ela não me deixou concluir a pergunta.
Mandou-me voltar para o meu lugar e que não se atrevesse mais a interromper a aula.
Eu dobrei o papel e o guardei no bolso. Quando retornei para casa, naquele dia, me lembrei do desenho e o tirei do bolso. Alisei-o bem sobre a mesa da cozinha, fui até a mochila, peguei um lápis e olhei para o grande círculo vermelho.
Minha mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse:
- Mamãe, como a gente escreve...?
- Júlio, não dá pra ver que estou ocupada agora?
Vá brincar lá fora E não bata a porta, foi a resposta dela. Dobrei o desenho e o guardei no bolso.
Naquela noite, tirei outra vez o desenho do bolso. Olhei para ao grande círculo vermelho, fui até a cozinha e peguei o lápis. Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para meu pai. Alisei bem as dobras e coloquei o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do meu pai, e disse?
- Papai, como a gente escreve...?
- Júlio, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta.
Dobrei novamente o desenho e o guardei no bolso.
No dia seguinte, quando minha mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da minha calça, enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que eu catava enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos passaram...
Em janeiro, quando fiz 27 anos, minha filha de seis anos, Clarisse fez um desenho. Era o desenho da sua família (nossa). Eu sorri quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e me disse:
- Este aqui é você, papai!
Clarisse também riu. Eu olhei para o grande círculo vermelho feito por minha popozuda ao redor das figuras e lentamente comecei a passar o dedo sobre o círculo.
Clarisse desceu rapidamente do meu colo e avisou: Já volto! E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos meus joelhos, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:
- Papai, como a gente escreve AMOR?
Eu abracei minha filha, muito emocionado, tomei a sua mãozinha e a fui conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
- AMOR, querida, AMOR se escreve com as letras T...E...M...P...O. (tempo)
Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar; não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine quem participe e vibre quem começa e incentive.
Não espere seu filho, afilhado, ter que descobrir sozinho como se soletrar amor, família, afeição. E faça o mesmo com seus amigos, parentes, conhecidos... Você verá como é bom amar e ser amado...
E por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.
A final, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo... Bom, o tempo é uma questão de escolha.
1 de ago. de 2009
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