

Quando eu tinha somente 5 anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos da minha turma que fizessem um desenho de alguma coisa que elas amavam.
Eu desenhei minha família. Depois, tracei um grande circulo com o lápis vermelho ao redor das figuras.
Desejando escrever uma palavra acima do círculo, eu saí de minha mesa e fui até a mesa da professora e disse:
- Professora, como a gente escreve...? Ela não me deixou concluir a pergunta.
Mandou-me voltar para o meu lugar e que não se atrevesse mais a interromper a aula.
Eu dobrei o papel e o guardei no bolso. Quando retornei para casa, naquele dia, me lembrei do desenho e o tirei do bolso. Alisei-o bem sobre a mesa da cozinha, fui até a mochila, peguei um lápis e olhei para o grande círculo vermelho.
Minha mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse:
- Mamãe, como a gente escreve...?
- Júlio, não dá pra ver que estou ocupada agora?
Vá brincar lá fora E não bata a porta, foi a resposta dela. Dobrei o desenho e o guardei no bolso.
Naquela noite, tirei outra vez o desenho do bolso. Olhei para ao grande círculo vermelho, fui até a cozinha e peguei o lápis. Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para meu pai. Alisei bem as dobras e coloquei o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do meu pai, e disse?
- Papai, como a gente escreve...?
- Júlio, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta.
Dobrei novamente o desenho e o guardei no bolso.
No dia seguinte, quando minha mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da minha calça, enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que eu catava enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos passaram...
Em janeiro, quando fiz 27 anos, minha filha de seis anos, Clarisse fez um desenho. Era o desenho da sua família (nossa). Eu sorri quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e me disse:
- Este aqui é você, papai!
Clarisse também riu. Eu olhei para o grande círculo vermelho feito por minha popozuda ao redor das figuras e lentamente comecei a passar o dedo sobre o círculo.
Clarisse desceu rapidamente do meu colo e avisou: Já volto! E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos meus joelhos, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:
- Papai, como a gente escreve AMOR?
Eu abracei minha filha, muito emocionado, tomei a sua mãozinha e a fui conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
- AMOR, querida, AMOR se escreve com as letras T...E...M...P...O. (tempo)
Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar; não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine quem participe e vibre quem começa e incentive.
Não espere seu filho, afilhado, ter que descobrir sozinho como se soletrar amor, família, afeição. E faça o mesmo com seus amigos, parentes, conhecidos... Você verá como é bom amar e ser amado...
E por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.
A final, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo... Bom, o tempo é uma questão de escolha.
Eu desenhei minha família. Depois, tracei um grande circulo com o lápis vermelho ao redor das figuras.
Desejando escrever uma palavra acima do círculo, eu saí de minha mesa e fui até a mesa da professora e disse:
- Professora, como a gente escreve...? Ela não me deixou concluir a pergunta.
Mandou-me voltar para o meu lugar e que não se atrevesse mais a interromper a aula.
Eu dobrei o papel e o guardei no bolso. Quando retornei para casa, naquele dia, me lembrei do desenho e o tirei do bolso. Alisei-o bem sobre a mesa da cozinha, fui até a mochila, peguei um lápis e olhei para o grande círculo vermelho.
Minha mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse:
- Mamãe, como a gente escreve...?
- Júlio, não dá pra ver que estou ocupada agora?
Vá brincar lá fora E não bata a porta, foi a resposta dela. Dobrei o desenho e o guardei no bolso.
Naquela noite, tirei outra vez o desenho do bolso. Olhei para ao grande círculo vermelho, fui até a cozinha e peguei o lápis. Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para meu pai. Alisei bem as dobras e coloquei o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do meu pai, e disse?
- Papai, como a gente escreve...?
- Júlio, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta.
Dobrei novamente o desenho e o guardei no bolso.
No dia seguinte, quando minha mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da minha calça, enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que eu catava enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos passaram...
Em janeiro, quando fiz 27 anos, minha filha de seis anos, Clarisse fez um desenho. Era o desenho da sua família (nossa). Eu sorri quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e me disse:
- Este aqui é você, papai!
Clarisse também riu. Eu olhei para o grande círculo vermelho feito por minha popozuda ao redor das figuras e lentamente comecei a passar o dedo sobre o círculo.
Clarisse desceu rapidamente do meu colo e avisou: Já volto! E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos meus joelhos, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:
- Papai, como a gente escreve AMOR?
Eu abracei minha filha, muito emocionado, tomei a sua mãozinha e a fui conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
- AMOR, querida, AMOR se escreve com as letras T...E...M...P...O. (tempo)
Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar; não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine quem participe e vibre quem começa e incentive.
Não espere seu filho, afilhado, ter que descobrir sozinho como se soletrar amor, família, afeição. E faça o mesmo com seus amigos, parentes, conhecidos... Você verá como é bom amar e ser amado...
E por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.
A final, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo... Bom, o tempo é uma questão de escolha.


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